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segunda-feira, 30 de março de 2009

Para ouvir

"artista no es el que canta o pinta sino el que hace de su vida un arte"
Concha Buika .


domingo, 11 de janeiro de 2009

Ver o que outros andam a fazer

Esperança para 2009: Precisa-se!


Edward Said (1935-2003)



A Orquestra Sinfónica West-Eastern Divan, foi criada em 1999, é constituída por jovens músicos egípcios, israelitas, jordanos, palestinianos. Esta orquestra foi o último sonho do palestiniano Edward Said e é concretizada diariamente pela alma gémea de Said, o judeu Daniel Barenboim, um dos grandes maestros do século XX que também foi alma gémea da ideia e do projecto, hoje gerido pela Barenboim-Said Foundation.


The Divan is not a love story, and it is not a peace story. It has very flatteringly been described as a project for peace. It isn't. It's not going to bring peace, whether you play well or not so well. The Divan was conceived as a project against ignorance. A project against the fact that it is absolutely essential for people to get to know the other, to understand what the other thinks and feels, without necessarily agreeing with it. I'm not trying to convert the Arab members of the Divan to the Israeli point of view, and [I'm] not trying to convince the Israelis to the Arab point of view. But I want to - and unfortunately I am alone in this now that Edward died a few years ago - and...I'm trying to create a platform where the two sides can disagree and not resort to knives."cope with the other." Daniel Barenboim

















Em Israel, há pouco tempo, o maestro atreveu-se a interpretar Wagner. Explicou porque o fazia e, na sua terra, viu metade da sala sair. A música impôs-se e Barenboim, conhecido wagneriano, continuou e permitiu que saísse quem quisesse.

Este vídeo é de Londres, dos Proms, e nele a Orquestra Divan interpreta a abertura dos “Mestres Cantores” (um excerto). Barenboim, no final do concerto, imediatamente antes do "encore" dirige-se à assistência londrina dizendo: "não irei falar sobre o que que está mal no Médio-Oriente, porque acabarm de ouvir o que está bem no Médio-Oriente” e aponta para a “sua” orquestra.