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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Próximo Futuro - como é feito e pensado

Próximo Futuro é o novo Programa de cultura contemporânea da Fundação Calouste Gulbenkian .
É dedicado em particular, mas não exclusivamente, à investigação e criação na Europa, na América Latina e Caraíbas e em África. O seu calendário de realização é do Verão de 2009 ao fim de 2011.
Trouxa de 8 couves
D. Josefina Amélia dos Prazeres Santos Tembe
viajando no tejadilho do calhambeque "Chapa 100"
ia à cidade de Maputo vender
uma trouxa de 8 couves
quando aquele frufru
da rajada não deixou.
José Craveirinha

São muitas as formas de apresentar as diferentes produções – toldos de poemas pelos jardins, exposições, concertos, espectáculos, conferencias, edições – e para que tudo não fique retido num distante espaço físico existe um site e um blog que partilha com o mundo o que vai realizar-se em Lisboa. É uma forma de aproximar.

Vale a pena visitar, acompanhar e até opinar

domingo, 31 de maio de 2009

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA



"Grande é a poesia, a bondade, as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças..."

Fernando Pessoa


Durante todo o mês de Junho o Centro Cultural Brasil-Moçambique em Maputo recebe a exposição Brincar e Fantasiar que tem a orientação do artista Tchalata.


O convite é mais aliciante do que ir ver uma exposição de trabalhos infantis ou mais uma mostra de um artista contemporâneo. A proposta é de espreitar uma ligação rara, a comunicação de dois mundos, de duas forças, duas perspectivas, igualmente importantes, igualmente legítimas.
A relação de Tchala com a expressão artistica da infância não é nova e a forma como a absorve e transforma na sua linguagem artística são a identidade dos seus trabalhos.

" Seus trabalhos são realizados a partir da experimentação de materiais e introdução de objectos; do aproveitamento das possibilidades e do procedimento construtivo da forma; da experiência conseguida através da actividade prática e do contacto permanente com as crianças que lhe permite abertura com várias possibilidades. (...)Tchalata sabe partilhar o espaço sacralizado da galeria de arte com a criança. Esta partilha permite a construção de uma nova relação entre o público “criança” e a obra de arte. O objecto artístico passa a ser um canal para se alcançar uma nova comunicação entre os adultos e as crianças.
Talvez o que mais importa não é a obra que Tchalata apresenta como resultado plástico mas a possibilidade que a obra tem em servir como um canal de troca no universo infantil."
Jorge Dias

quinta-feira, 30 de abril de 2009

“The biennale that doesn’t want to be considered a biennale which was becoming a biennale that became an exhibition ...


JUST when Joburg thought it was a leap ahead in the culture stakes, after the second Joburg Art Fair managed to pull 4000 more aesthetically minded day-trippers than it did last year, Cape Town is about to pull a rabbit out of its hat with Cape 09.


Next Saturday sees the launch of this citywide festival of contemporary art events, which aims to transform Cape Town into an African art hub for almost two months, from May 2 until June 21. On the Foreshore end of Long Street at 7pm there’ll be a one-hour procession inspired by the Cape Town Carnival. Curated by Claire Tancons (New Orleans, US), A Walk in the Night stages an inventive shadow play by visual artist Marlon Griffith (Trinidad) and composer Garth Erasmus (Cape Town), along with 100 local participants, that tells the story of Cape Town’s forced removals. There is some scepticism around the event being touted as “the second biennale exhibition of contemporary African culture”.


The local art world has lived through the foul-mouthed talkshop that was Sessions eKapa in 2005, then all the hype that led up to TransCape, which was described by Nigerian curator Bisi Silva as: “The biennale that doesn’t want to be considered a biennale which was becoming a biennale that became an exhibition that is now a process-driven project.”


Although it had to be radically reconceptualised at the 11th hour due to a funding shortfall, TransCape did actually take place in 2007 — but the feedback was fairly lukewarm.

This year’s programme looks more promising. With art projects ranging from explorations of Brenda Fassie’s roots to interventions on city transport routes, Cape 09 seems to have evolved out of an impulse to connect and jump social borders.


Far from taking place in the standard white cube gallery venues, events have been planned to traverse socioeconomic and geographic divides, and to open doors into new spaces such as the Cape Town Station, the City Library, Langa High School and Lookout Hill in Khayelitsha.

Cape 09 is the brainchild of the Cape Africa Platform, headed since 2007 by Mirjam Asmal-Dik who, after years of art experience in Europe, was manager of Pro Helvetia Cape Town (Swiss Arts Council) for a good stretch. “Cape 09: Convergence seeks to explore networks that accentuate the contemporary characteristics of Africa and highlight the way we create, consume, learn, share resources and interact with each other,” she says.

Robert Weinek, who co- ordinates the Young Curators’ Programme, has something of a cult following, built up over years of experience in the film industry, as proprietor of the legendary Bob’s Bar in Troyeville, at the Haenel Gallery in Cape Town and as co-ordinator of two Soft Serve events at Iziko SA National Gallery, among other projects.

Much of the Cape 09 programme has been cooked up by three bright young curators, Lerato Bereng, Nonkululeko Mlangeni and Loyiso Qanya, who participated in an intensive 18-month curators’ programme.

Qanya’s Khayelitsha exhibition, Umahluko, features work by Jane Alexander (SA), Rosy Sbrana (Botswana), Antonio Etona (Angola), Cremildo Walter Zandamela (Mozambique) and more.

For Thank You Driver, Bereng has overseen the conversion of six minibus taxis into “artworks on wheels”, so you can take a ride and experience moving artworks by writer Lebohang Thulo (SA); painter and sculptor Edwige Aplogan (Benin); video artist and writer Pompilio “Gemuce” Hilário (Mozambique); sound artist Isa Suarez (France/UK); performance and video artist Nastio Mosquito (Angola), cutting-edge collective Gugulective; and last year’s Absa L’Atelier winner James Webb (SA).

Mlangeni’s So Who Is Brenda Fassie is “a site and context- specific, oral history, ‘pop’ art exhibition” that brings together artists and members of the community to explore Fassie’s legacy, from her early days in Langa to stardom.

Meanwhile, visitors to the Cape Town Station will find TV appliance vendor stalls converted into galleries screening the One Minute World exhibition, featuring short videos by 840 artists from around the world.

The station platform will also play host to a range of interventions by artists and curators including Nicola Grobler (SA), Meschac Gaba (Benin-Netherlands) and Project Phakama Collective: Mwenya Kabwe (SA-Zambia) and Katy Streek (SA-Netherlands).


So pack up your cynicism in your old kit bag and hope that Cape 09 succeeds in being a gobsmackingly diverse and original biennale that does not just enact the vision of one or two pop-star curators.

domingo, 5 de abril de 2009

JoburgArtFair

3 a 5 de Abril 2009





Algumas imagens da feira.
Não dispensam a consuta das ligações propostas aos diversos sites.


Seippel Gallery - Mbongeni Richman Buthelezi



Gallery Momo - Mary Sibande



Biblioteca e Internet Art



Projecto Especial - Jane Alexandre



Vista parcial da feira e visitantes



Goodman Gallery - Jodi Bieber

De um outro ângulo



Michael Stevenson - Odili Donald Odita


Lawrence Lemaoana
Programa de conferências curtas com artistas, galerista e curadores

Afronova - Mauro Pinto, Gonçalo Mabunda, Rangel

sexta-feira, 20 de março de 2009

2004 2008






vino mussagy


"Estas imagens concentram em si as minhas caminhadas e olhares sobre Maputo, entre 2004 e 2008.
Cidade onde nasci, cresci, vivo e trabalho: a minha cidade. Que para além da encruzilhada cultural que a sustenta, transporta consigo uma carga simbólica que a demarca e distingues das demais.É essa viagem que vos proponho, olhar Maputo entre estruturas, texturas e contextos do seu quotidiano multi-linguístico, cultural, formal e pictórico. Olhar para ela dentro da sua contemporaneidade."
Fotografias de Vino Muassagy para ver até ao dia 11 de Abril no Instituto Camões - Centro Cultural Português de Maputo

Moçambique em Oslo - Pinto




O PAIOL VISTO PELO PINTO



Pinto retrata nos seus desenhos a vida quotidiana, do indivíduo no seu dia-a-dia ao confronto do cidadão com o governo. As suas composições não possuem um centro de acção, as suas narrativas não são lineares, antes simultaneas, tudo acontece ao mesmo tempo, dando a sensação de que uma tempestade acaba de passar.


Lourenço Dinis Pinto nasceu em Maputo em 1980. Tem o curso de design gráfico da Escola de Artes Visuais e é estudante de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane.
Este seu trabalho pode ser visto na Galeria IKM em Oslo até ao dia 5 de Abril


quinta-feira, 12 de março de 2009

Ver o que outros andam a mostrar




















A Durban Art Galery apresenta a exposição "In Light of play" vinda do Centro de Arte Contemporânea de Lagos, com a curadoria de Bisi Silva.
Este é um dos blog que recomendamos e onde se pode encontrar mais informação sobre a exposição.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Moçambique em Oslo - Emeka Okereke


Bagamoyo – fotografia e o espaço público



O artista nigeriano Emeka Okereke apresentou o seu trabalho em Maputo em 2008 em suporte fotográfico exposto no cais de Catmbe e com a projecção de um pequeno documentário de 14'.
Este é o trabalho que pode ser visto em Oslo.

"O meu trabalho como artista explora a relação entre pessoas, dentro do contexto de homogeneidade e da diversidade cultural. Como um artista constantemente situado na encruzilhada de diversas culturas, eu estou convencido que a diversidade cultural – quando bem explorada – é um imenso beneficio para a humanidade. Nesta exposição apresento a obra “Bagamoyo – fotografia e o espaço público” (Bagamoyo – photography and the public space)


O ferryboat, conhecido como o Bagamoyo, que carrega mercadoria, veículos e pessoas entre os dois lados, é uma mistura de turistas, estrangeiros e indígenas de Maputo. É também um objecto simbólico, que junta diversas culturas, actividades e pessoas enum espaço definido. A minha proposta é avaliar o resultado de tal mistura através de revisitação do espaço e da documentação de reacções.

O segundo objectivo realiza-se na apresentação da obra. As fotografias foram exibidas nas proximidades do local onde foram feitas: o porto/cais – do lado da Catembe, montadas ao longo da ponte com suportes de metal, em impressões fotográficas feitas em PVC de 120 x 150cm cada. Assim, as fotografias foram vistas pelas pessoas que também foram o assunto do conteúdo fotográfico, bem como por uma grande quantidade de outras que tinham acesso directo e irrestrito ao local.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo - Gemuce








PRECONCEITOS







Estou em paz
com os meus preconceitos
porque percebi que
o sentido humano tem como base
a questão preconceituosa.
E assim estou em paz com o conceito preconceituoso.
Este agora tornou-se importante
no meu processo criativo
e a minha vida tornou-se um preconceito…
Não estou livre de preconceitos


Gemuce é um dos artistas presentes na exposição que inaugurou ontem, dia 20 de Fevereiro em Oslo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo – Ângela Ferreira



Ângela Ferreira

Qualquer tentativa de classificação do trabalho de Ângela Ferreira transforma-se num verdadeiro desafio, dado que as classificações são justamente um dos temas abordados nas peças da artista.

Nascida em 1958 em Maputo, capital de Moçambique, Ângela Ferreira viveu nesta cidade até 1973, mudando-se depois para Lisboa, onde viveu o intenso período da revolução de 25 de Abril de 1974. Em 1976, e à semelhança de tantos outros luso-moçambicanos, muda-se para a África de Sul, mais precisamente para a Cidade do Cabo para estudar Artes Plásticas.

Os anos passados neste país foram decisivos para o desenvolvimento da consciência cultural de Ângela Ferreira, uma consciência que produziria uma intensa sensibilidade política que cedo se manifestou nos seus trabalhos. Durante os anos 80, a África do Sul foi alvo de um boicote económico e cultural internacional, com o objectivo de forçar o fim do regime do apartheid. Devido a esse bloqueio, e enquanto estudante de arte, Ferreira esteve politicamente restringida e fisicamente distante dos centros “reconhecidos” de produção de arte e dos respectivos discursos, não havendo lugar para encontros directos com as obras, mesmo quando estas faziam parte do programa da Escola de Arte da Cidade do Cabo. Todos os discursos modernistas da Europa e dos Estados Unidos eram, assim, transmitidos enquanto teoria e a sua materialização nunca se concretizava; ou, como a artista comentou uma vez, “a única materialização que existiu foi na forma de apresentações de slides, os ‘originais’ nunca chegavam lá”.

Esta situação conduziu a um fenómeno de prática artística derivada dos “originais” existentes nos longínquos museus das capitais culturais do mundo ocidental. Este tipo de fenómeno acontece na periferia por razões geográficas e políticas, apesar de também ser visível nos chamados centros de produção de arte e de teoria. O facto foi observado pela artista durante os seus estudos e reflecte-se ainda hoje na perspectiva irónica e autobiográfica que imprime aos seus trabalhos, quer em relação a uma África do Sul culturalmente isolada, quer em relação a um Portugal pré e pós-revolucionário.
Jürgen Bock – ArtÁfrica
Ângela Ferreira é uma das artistas presentes na IKM na exposição “Maputo: a tale of one city”

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo - Rafael Mouzinho




CAMPO FLUTUANTE E INCONSCIENTE DO SIGNIFICADO


"Interesso-me pela discodificação dos objectos penetrando na lógica dos sinais como na dos sínbolos, porque elas não estão de forma nelhuma ligadas a uma função ou uma lógica social ou de desejo, as quais servem de campo flutuante e inconsciente do significado"

Mouzinho apresentou este trabalho no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) em 2005, na exposição Hora 0. Em 2006 na Expo Arte Contemporânea Moçambique 06 teve uma versão diferente e agora nesta exposição em Oslo reaparece com novas reformulações, introduzindo novos elementos.

O seu trabalho aborda as questões do espaço, a sua utilização e aproveitamento. Num outro extracto sobre a sua criação Mouzinho diz: A ciência dá-nos ordem nos pensamentos. A moral dá-nos ordem nas acções. A arte dá-nos ordem na apreensão das aparências visuais, tangíveis e audíveis, nos ensina a visualizar as coisas e não apenas a conceitualizá-las ou utilizá-las. Procura fazer levantamento de algumas das questões pertinentes às possibilidades de relações estabelecidas a partir de questões que dizem respeitam a produção da visualização da realidade e dos esquemas visuais e conceituais adquiridos a partir de algumas convenções existentes em nossa crença na natureza real do espaço”.


Até onde os espaços são importante e como são aproveitados. Os espaços urbanos, domésticos, públicos, privados, tecnológicos, intelectuais, os espaços existentes e os que estão por existir.

Rafael Mouzinho faz parte do colectivo de artistas Moçambicanos que se apresentarão e Fevereiro em Oslo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo - Mauro Pinto


FOTOGRAFANDO ACONTECIMENTO

Nos anos 90 Mauro Pinto decide fazer um curso de fotografia pela «Monitor International School» e na mesma altura teve um estágio com o fotógrafo José Machado. Daí para cá, assume a fotografia como profissão.
Participou em diversos workshops e tem tido oportunidade de trocar experiências com fotógrafos como o norueguês Trygve Bolstad, Ricardo Rangel, Karl Kugel entre outros. Participou em diversas exposições individuais e colectivas, e tem alguns dos seus trabalhos fotográficos publicados em livros, revistas e catálogos.
A experiência o "Porto de Luanda" é o início de um trabalho que pretende expor pedaços e toques do legado Africano levado para outros continentes. Este trabalho, que resultou numa exposição, faz parte de um projecto ambicioso denominado "Portos de convergência" que investiga as relações das culturas da África Austral com o resto do mundo, em particular o triângulo de ligação entre África – América – Europa.
Historicamente, estes foram os principais pontos da rota de migração massiva e bruta relacionada com o comércio de escravos africanos. Para se entender realmente a importância do legado Africano em terras estrangeiras, é necessário retroceder aos pontos históricos de partida e entrada das populações africanas: os portos marítimos. O fotógrafo procura estabelecer a ligação entre África e as populações Africanas que migraram, voluntária ou involuntariamente, para continentes como a Europa e a América e, desvendar, com os seus próprios olhos, o ambiente onde chegaram, há tantos anos atrás, as pessoas da África Austral. O seu verdadeiro objectivo é percorrer, muitos anos mais tarde, os passos que os seus antepassados deram para terras estrangeiras e registar a viagem de forma a abalar o presente em relação à marginalização de África e do seu povo que, actualmente vive noutros continentes.
Mauro Pinto integra o colectivo de artistas moçambicanos que estará presente na exposição "Maputo, a tale of one cite" na Galeria IKM em Oslo.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Ver o que outros andam a mostrar


Sacrificed
Elizabeth Nell é uma das artistas que se encontra no site da DEITCH.
Eu gostei e recomendo.
Jorge Dias