sexta-feira, 20 de março de 2009

Moçambique em Oslo - Pinto




O PAIOL VISTO PELO PINTO



Pinto retrata nos seus desenhos a vida quotidiana, do indivíduo no seu dia-a-dia ao confronto do cidadão com o governo. As suas composições não possuem um centro de acção, as suas narrativas não são lineares, antes simultaneas, tudo acontece ao mesmo tempo, dando a sensação de que uma tempestade acaba de passar.


Lourenço Dinis Pinto nasceu em Maputo em 1980. Tem o curso de design gráfico da Escola de Artes Visuais e é estudante de Arquitectura da Universidade Eduardo Mondlane.
Este seu trabalho pode ser visto na Galeria IKM em Oslo até ao dia 5 de Abril


quinta-feira, 12 de março de 2009

Ver o que outros andam a mostrar




















A Durban Art Galery apresenta a exposição "In Light of play" vinda do Centro de Arte Contemporânea de Lagos, com a curadoria de Bisi Silva.
Este é um dos blog que recomendamos e onde se pode encontrar mais informação sobre a exposição.

sábado, 7 de março de 2009

Art Moves Africa

Um outro passarinho trouxe notícias de bolsas de mobilidade em África.

As informações estão aqui

terça-feira, 3 de março de 2009

SÓ PARA AVISAR




Até 10 de Março abertas as candidaturas para a Winter School for African Artist's Networks. Há mais informação em ARTerial Network

Até 1 de Maio podem enviar-se portfólios para a New York Photo Awards09

Até 8 de Maio é a entrega de trabalhos a concurso para a Bienal TDM pode ser visto o regulamento aqui

Não digam que não avisamos

segunda-feira, 2 de março de 2009

O que vem à rede









o que outros andam a fazer, a pensar, a ler, a escrever, a desenhar a fotografar....



o que vamos apanhando na rede e vamos acrescentando aqui ao lado!


hoje colocamos aqui para verem melhor:








Moçambique em Oslo - Emeka Okereke


Bagamoyo – fotografia e o espaço público



O artista nigeriano Emeka Okereke apresentou o seu trabalho em Maputo em 2008 em suporte fotográfico exposto no cais de Catmbe e com a projecção de um pequeno documentário de 14'.
Este é o trabalho que pode ser visto em Oslo.

"O meu trabalho como artista explora a relação entre pessoas, dentro do contexto de homogeneidade e da diversidade cultural. Como um artista constantemente situado na encruzilhada de diversas culturas, eu estou convencido que a diversidade cultural – quando bem explorada – é um imenso beneficio para a humanidade. Nesta exposição apresento a obra “Bagamoyo – fotografia e o espaço público” (Bagamoyo – photography and the public space)


O ferryboat, conhecido como o Bagamoyo, que carrega mercadoria, veículos e pessoas entre os dois lados, é uma mistura de turistas, estrangeiros e indígenas de Maputo. É também um objecto simbólico, que junta diversas culturas, actividades e pessoas enum espaço definido. A minha proposta é avaliar o resultado de tal mistura através de revisitação do espaço e da documentação de reacções.

O segundo objectivo realiza-se na apresentação da obra. As fotografias foram exibidas nas proximidades do local onde foram feitas: o porto/cais – do lado da Catembe, montadas ao longo da ponte com suportes de metal, em impressões fotográficas feitas em PVC de 120 x 150cm cada. Assim, as fotografias foram vistas pelas pessoas que também foram o assunto do conteúdo fotográfico, bem como por uma grande quantidade de outras que tinham acesso directo e irrestrito ao local.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo - Gemuce








PRECONCEITOS







Estou em paz
com os meus preconceitos
porque percebi que
o sentido humano tem como base
a questão preconceituosa.
E assim estou em paz com o conceito preconceituoso.
Este agora tornou-se importante
no meu processo criativo
e a minha vida tornou-se um preconceito…
Não estou livre de preconceitos


Gemuce é um dos artistas presentes na exposição que inaugurou ontem, dia 20 de Fevereiro em Oslo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo – Ângela Ferreira



Ângela Ferreira

Qualquer tentativa de classificação do trabalho de Ângela Ferreira transforma-se num verdadeiro desafio, dado que as classificações são justamente um dos temas abordados nas peças da artista.

Nascida em 1958 em Maputo, capital de Moçambique, Ângela Ferreira viveu nesta cidade até 1973, mudando-se depois para Lisboa, onde viveu o intenso período da revolução de 25 de Abril de 1974. Em 1976, e à semelhança de tantos outros luso-moçambicanos, muda-se para a África de Sul, mais precisamente para a Cidade do Cabo para estudar Artes Plásticas.

Os anos passados neste país foram decisivos para o desenvolvimento da consciência cultural de Ângela Ferreira, uma consciência que produziria uma intensa sensibilidade política que cedo se manifestou nos seus trabalhos. Durante os anos 80, a África do Sul foi alvo de um boicote económico e cultural internacional, com o objectivo de forçar o fim do regime do apartheid. Devido a esse bloqueio, e enquanto estudante de arte, Ferreira esteve politicamente restringida e fisicamente distante dos centros “reconhecidos” de produção de arte e dos respectivos discursos, não havendo lugar para encontros directos com as obras, mesmo quando estas faziam parte do programa da Escola de Arte da Cidade do Cabo. Todos os discursos modernistas da Europa e dos Estados Unidos eram, assim, transmitidos enquanto teoria e a sua materialização nunca se concretizava; ou, como a artista comentou uma vez, “a única materialização que existiu foi na forma de apresentações de slides, os ‘originais’ nunca chegavam lá”.

Esta situação conduziu a um fenómeno de prática artística derivada dos “originais” existentes nos longínquos museus das capitais culturais do mundo ocidental. Este tipo de fenómeno acontece na periferia por razões geográficas e políticas, apesar de também ser visível nos chamados centros de produção de arte e de teoria. O facto foi observado pela artista durante os seus estudos e reflecte-se ainda hoje na perspectiva irónica e autobiográfica que imprime aos seus trabalhos, quer em relação a uma África do Sul culturalmente isolada, quer em relação a um Portugal pré e pós-revolucionário.
Jürgen Bock – ArtÁfrica
Ângela Ferreira é uma das artistas presentes na IKM na exposição “Maputo: a tale of one city”

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo - Rafael Mouzinho




CAMPO FLUTUANTE E INCONSCIENTE DO SIGNIFICADO


"Interesso-me pela discodificação dos objectos penetrando na lógica dos sinais como na dos sínbolos, porque elas não estão de forma nelhuma ligadas a uma função ou uma lógica social ou de desejo, as quais servem de campo flutuante e inconsciente do significado"

Mouzinho apresentou este trabalho no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) em 2005, na exposição Hora 0. Em 2006 na Expo Arte Contemporânea Moçambique 06 teve uma versão diferente e agora nesta exposição em Oslo reaparece com novas reformulações, introduzindo novos elementos.

O seu trabalho aborda as questões do espaço, a sua utilização e aproveitamento. Num outro extracto sobre a sua criação Mouzinho diz: A ciência dá-nos ordem nos pensamentos. A moral dá-nos ordem nas acções. A arte dá-nos ordem na apreensão das aparências visuais, tangíveis e audíveis, nos ensina a visualizar as coisas e não apenas a conceitualizá-las ou utilizá-las. Procura fazer levantamento de algumas das questões pertinentes às possibilidades de relações estabelecidas a partir de questões que dizem respeitam a produção da visualização da realidade e dos esquemas visuais e conceituais adquiridos a partir de algumas convenções existentes em nossa crença na natureza real do espaço”.


Até onde os espaços são importante e como são aproveitados. Os espaços urbanos, domésticos, públicos, privados, tecnológicos, intelectuais, os espaços existentes e os que estão por existir.

Rafael Mouzinho faz parte do colectivo de artistas Moçambicanos que se apresentarão e Fevereiro em Oslo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Moçambique em Oslo - Mauro Pinto


FOTOGRAFANDO ACONTECIMENTO

Nos anos 90 Mauro Pinto decide fazer um curso de fotografia pela «Monitor International School» e na mesma altura teve um estágio com o fotógrafo José Machado. Daí para cá, assume a fotografia como profissão.
Participou em diversos workshops e tem tido oportunidade de trocar experiências com fotógrafos como o norueguês Trygve Bolstad, Ricardo Rangel, Karl Kugel entre outros. Participou em diversas exposições individuais e colectivas, e tem alguns dos seus trabalhos fotográficos publicados em livros, revistas e catálogos.
A experiência o "Porto de Luanda" é o início de um trabalho que pretende expor pedaços e toques do legado Africano levado para outros continentes. Este trabalho, que resultou numa exposição, faz parte de um projecto ambicioso denominado "Portos de convergência" que investiga as relações das culturas da África Austral com o resto do mundo, em particular o triângulo de ligação entre África – América – Europa.
Historicamente, estes foram os principais pontos da rota de migração massiva e bruta relacionada com o comércio de escravos africanos. Para se entender realmente a importância do legado Africano em terras estrangeiras, é necessário retroceder aos pontos históricos de partida e entrada das populações africanas: os portos marítimos. O fotógrafo procura estabelecer a ligação entre África e as populações Africanas que migraram, voluntária ou involuntariamente, para continentes como a Europa e a América e, desvendar, com os seus próprios olhos, o ambiente onde chegaram, há tantos anos atrás, as pessoas da África Austral. O seu verdadeiro objectivo é percorrer, muitos anos mais tarde, os passos que os seus antepassados deram para terras estrangeiras e registar a viagem de forma a abalar o presente em relação à marginalização de África e do seu povo que, actualmente vive noutros continentes.
Mauro Pinto integra o colectivo de artistas moçambicanos que estará presente na exposição "Maputo, a tale of one cite" na Galeria IKM em Oslo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A ARCO abre amanhã!

A Feira de arte de Madrid abre as portas amanhã.
Um dos artistas presentes no certame deste ano, dedicado à India, será o angolano Nástio Mosquito com o projecto dZzzz . Vale a pena espreitar....

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ver o que outros andam a fazer

Paul Emmanuel





Lost Men Moçambique

"Esta obra delicada com imagens imprimidas num tecido transparente, duma maneira ou outra, conversa com lembranças de todas coisas perdidas em geral relacionadas aos vários conflitos que culminou com a independencia de Moçambique."





Lembram-se desta intervenção em Maputo? Foi em 2007 no cais do Ferry para Catembe

Acompanhem aqui o que faz este artista sul africano


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

AFRICA NOW! - Emerging talents from a continent on the move!

Termina no final deste mês no World Bank Washington Campus a exposição do mega projecto do Programa de Arte do Banco Mundial intitulado Africa Now! que através de uma longa série de acções e eventos pretendeu celebrar e dar a conhecer o talento e a criatividade dos artistas e designers africanos.




Beatrice Njoroge, Kenya


Let Creativity Speak!
People forge ideas, people mold dreams, and people create art. And that means all people, whether they are rich or poor. (...) Africa Now! is about visionaries and communicators who articulate the past and the present and represent a continent on the move.


Uma visita ao site permite conhecer o projecto, as obras e os autores e ainda fazer o download do catálogo da exposição, onde estão representados 3 artistas moçambicanos.

Ler o que outros andam a escrever

O Ma-shamba voltou a estar on line.


Depois de algumas interrupções na comunicação é possível voltar a ler o que o antrpólogo José Teixeira tem para nos dizer.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ler o que outros andam a escrever


A propósito do contemporâneo
Monument, Jenny Holzer, 2008

Vale a pena espreitar o que outros leem e partilham na blogoesfera.
O arquitecto João Amaro Costa escreve aqui.
Já agora, o resto do blog também é interessante de acompanhar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Marcos Muthewuye responde ao desafio

Oi mano Jorge!
Aqui ficam algum material e algumas ideias acerca da minha obra, como forma de responder à provocação que fizeste.



O meu trabalho sustenta-se nos aspectos que a seguir se descrevem:

- Fazer abordagens às relação de culturas, formas e conceitos de diferentes proveniências.
- Estabelecer uma relação entre a tradição e a contemporaneidade, de modo a dar continuidade aos valores culturais na sociedade de hoje – contemporânea.
- Apresentar, defender, propor e valorizar os valores estéticos inovadores universais a partir da “própria cultura.”
- Criar uma estreita relação entre o tradicional e o contemporâneo, usando elementos comuns e diferente na sua composição material e conceptual.
- Criar obras como pontes de diálogos entre binómios cultura urbana e rural, “cultura antiga” e nova/moderna, cultura Nacional e Internacional, etc.


Habitualmente apresento as minhas peças sob a forma de Esculturas - no sentido habitrual das Artes Visuais com o seu formato tridimensional -, Instalações - com material natural e industrial - e/ou Performance - como forma de interagir com o público participante o qual se pretende seja um elemento activo na exposição.

Essencialmente a motivação que serve de base ao meu trabalho é a possibilidade de criar espaços de aprofundamento para pesquisa dos materiais, técnicas e conceitos no que diz respeito a tradição e a contemporaneidade. De igual forma, a possibilidade de reflectir e estabelecer um contacto com outras culturas da comunidade contemporânea ligada ou não as artes e de descobrir a relação existente entre a cultura moçambicana e as de outros povos com as quais convivemos ou poderemos viver no contexto da globalização a que estamos todos sujeitos nos tempos que correm.

Dada a capacidade que a arte possui para conferir “vida” aos materiais usados pelos artistas, proponho-me continuar a pesquisar os materiais tradicionais e contemporâneos, para estabelecer um diálogo mais coerente entre a tradição e a contemporaneidade. Deste modo julgo que estarei contribuindo para o resgate e valorização da cultura moçambicana como parte do povo, mas também como cidadão do mundo de hoje, no qual nos identificamos de diferentes maneiras. Daí que gostava de reflectir tudo isto e muito mais com o público.
Para tal estaremos em contacto.

Aquele abraço.

Marcos Muthewuye

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A propósito de 2009... depois dos votos, os desafios

Anésia Manjate


Temos que começar por algum lado!

Gostaria de convidar os membros do Muvart a abrirem aqui o debate sobre as suas produções.

Que andam a fazer? Como pensam mostrar o que fazem? Porque fazem arte contemporânea e não outra forma de manifestação artistica? - perguntinha boba esta né? bem mas vale pela "provocação". Acho que precisamos disso aqui!

Jorge Dias

domingo, 11 de janeiro de 2009

Ver o que outros andam a fazer

Esperança para 2009: Precisa-se!


Edward Said (1935-2003)



A Orquestra Sinfónica West-Eastern Divan, foi criada em 1999, é constituída por jovens músicos egípcios, israelitas, jordanos, palestinianos. Esta orquestra foi o último sonho do palestiniano Edward Said e é concretizada diariamente pela alma gémea de Said, o judeu Daniel Barenboim, um dos grandes maestros do século XX que também foi alma gémea da ideia e do projecto, hoje gerido pela Barenboim-Said Foundation.


The Divan is not a love story, and it is not a peace story. It has very flatteringly been described as a project for peace. It isn't. It's not going to bring peace, whether you play well or not so well. The Divan was conceived as a project against ignorance. A project against the fact that it is absolutely essential for people to get to know the other, to understand what the other thinks and feels, without necessarily agreeing with it. I'm not trying to convert the Arab members of the Divan to the Israeli point of view, and [I'm] not trying to convince the Israelis to the Arab point of view. But I want to - and unfortunately I am alone in this now that Edward died a few years ago - and...I'm trying to create a platform where the two sides can disagree and not resort to knives."cope with the other." Daniel Barenboim

















Em Israel, há pouco tempo, o maestro atreveu-se a interpretar Wagner. Explicou porque o fazia e, na sua terra, viu metade da sala sair. A música impôs-se e Barenboim, conhecido wagneriano, continuou e permitiu que saísse quem quisesse.

Este vídeo é de Londres, dos Proms, e nele a Orquestra Divan interpreta a abertura dos “Mestres Cantores” (um excerto). Barenboim, no final do concerto, imediatamente antes do "encore" dirige-se à assistência londrina dizendo: "não irei falar sobre o que que está mal no Médio-Oriente, porque acabarm de ouvir o que está bem no Médio-Oriente” e aponta para a “sua” orquestra.



terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ora então... os votos para 2009!

Marcos Muthewuye


Para todos os intervenientes das Artes Visuais deste país um Feliz 2009.

Que seja mais um ano em que possamos ter produção e debate mais alargado sobre as artes visuais. O MUVART continuará firme com as suas actividades e em breve estará à disposição de todos a programação para 2009"
Jorge Dias

Ver o que outros andam a fazer

Conheço o Manuel Santos Maia. Nasceu em Nampula, vive no Porto (Portugal) e tem um trabalho todo virado para as memórias de Moçambique colonial.

O seu trabalho em vídeo
Alheava foi premiado em Casablanca no FIAV 08 (Festival International D'Art Video de Casablanca)



"O registo videográfico do filme Alheava assume este paralelismo entre a vida política e militar e a vida privada. Com um enfoque predominante sobre o palco de guerra revela o facto de militares portugueses que vão combater em África estarem alheados da vida nas colónias e de colonos se encontrarem igualmente alheados das movimentações militares e políticas. Realizado a partir de excertos de filmes feitos pelo pai na província de Nampula, este registo videográfico contém também a história da família em Moçambique e a caracterização pessoal da própria região."

Podem dar uma vista de olhos pelo restante trabalho do artista através do seu blog.
Jorge Dias