sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ler o que outros andam a escrever


A propósito do contemporâneo
Monument, Jenny Holzer, 2008

Vale a pena espreitar o que outros leem e partilham na blogoesfera.
O arquitecto João Amaro Costa escreve aqui.
Já agora, o resto do blog também é interessante de acompanhar.

9 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia,

Gostei da primeira frase em itàlico escrita em francês: ''Le contemporain est celui qui fixe le regard sur son temps pour percevoir non les lumières, mais l’obscurité."
Que em português é o mesmo que: "O contemporâneo é aquele que fixa o seu olhar no seu tempo para perceber näo as luses, mas sim a escuridäo."
Para mim, esta uma das muitas frases que economicamente nos diz o que é o contemporâneo, para là do cronologico."

Félix Mula

joão amaro correia disse...

muito obrigado pela menção ao khiasma.

j

Anónimo disse...

Obrigado eu Joäo, veja que se näo mencionei o autor da frase foi por ignorância, gostava de ter feito algo para dar a conhecer o seu autor.
Digo te também que a mini postagem sobre a arte contemporânea é interessante.

Abraço
Félix Mula

Anónimo disse...

O Contemporaneo é muito mais pra lá do cronológico. creio eu que é uma forma de vida.
o contemporaneo é sobre tudo viver o presente com a gramática do futuro.

Anónimo disse...

O Contemporaneo é muito mais pra lá do cronológico. creio eu que é uma forma de vida.
o contemporaneo é sobre tudo viver o presente com a gramática do futuro.

Anónimo disse...

Félix

A respeito da contemporaneidade.

Estava a dar uma vista de olhos nos meus e-mail e encontrei este e-mail do meu amigo Gochanhane. Um admirador da arte contemporânea.

Quando o Gochanhane escreveu-me este e-mail, me deu muito mais força para continuar a trabalhar para a arte contemporânea em Moçambique. Não sei se chegaste a ver a respectiva exposição?

A exposição que o texto se refere, é a “Humanos” de Gemuce e Jorge Dias no Museu Nacional de Arte em 2004

“Alô, envio esta mensagem para felicitar-te pela maravilhosa exposição por vos apresentada. refiro-me a "humanos".as obras por vos apresentadas são o inicio de uma etapa que eu chamaria a inovação e a revolução artística em Moçambique. é inovação porque, da vossa produção artística, existem elementos que não eram explorados da mesma forma como vocês os exploraram ( tecidos , chapas de zinco, peneiras, objectos de artesanato, elementos de cerâmica com configurações variadas ).este resgate de elementos ,que muitas vezes a critica moçambicana da arte considerou-os como objectos não artísticos, é de grande importância para o desenvolvimento das artes plásticas da região. Segundo, esta exposição é de grande importância, pois mostra que pode-se fazer arte na base de elementos locais e típicos da região, como é caso da composição do lagarto de arame com a peneira. desta feita penso eu que duas são as grandes ideias que eu pode extrair da exposição.

1. esta mostra vai trazer uma grande revolução e inspirará muitos jovens que trilham o caminho da arte. existem jovens que fazem arte numa expressão idêntica a vossa, mas a nossa critica não reconhecia o valor destas produções, e ficam no anonimato.com esta mostra estes jovens terem a coragem de mostrar o publico aquilo que são as suas artes e esta maneira de expressão artística evoluirá.

2.é frequente ouvir-se que o artesanato não é produção artística, pois as suas produções são repetitivas(não é arte),mas a utilização de elementos de artesanato, combinados de forma harmónica produzem obra de arte .esta mostra prova que o artesanato tem um grande valor no seio da própria arte, o artesanato é arte.(estas de parabéns Jorge por teres resgatado estas artes que muitas vezes é considerada de não artes mesmo sabendo que elas representa o espírito cultural de alguns povos da nossa região, a simbologia das suas praticas, peneira, palhota)

3.os corpos vazios que estão cobertos de tecidos, elementos têxteis, tem uma importância muito valorativa na medida que têxteis para certos críticos não é arte. mas penso que com esta mostra o cenário venha a mudar e se resgatem as nossas industrias têxteis do pais e que os estudantes da Escola N. A. Visuais vejam e se inspirem na mostra(podemos fazer arte com a combinação de elementos têxteis)desta feita força Gemuce. podemos também forçar a critica a mudar o ponto de vista em relação a arte. continua
fernando gochanhane”

De qualquer forma é um texto que da pra ler de novo

Um abraço
Jorge Dias

Anónimo disse...

Boa tarde Jorge Dias,

Estive presente na referida expo e se näo me engano voçê tinha também uma instalaçäo em caixas de papeläo na parte exterior. Mas faço confusäo com uma outra que também gostei, que iniciou com uma partida de um jogo de "xadrez" por voçës inventado. De qualquer forma, sempre tive a oportunidade e gosto de ir às vossas expos.

Quanto ao texto do Gochanhane devo dizer que ele tem uma visäo interessante no que respeita à arte.
Näo sei qual é o grau de parentesco que ele tem com o artesanato. Gostava de saber o que ele acha das artes plàsticas e artesanato, näo fiquei laro quanto ao seu ponto de vista, mas o seu discurso me engana e vejo que tem uma simpatia especial por esta forma de arte.
Me é dificil abordar o sujeito, Artista/Artisäo, irmäo de outros: Artes plàsticas/Design, Design/Artesanato, etc. mas do meu ponto de vista um dos factores que o torna um sujeito desagradàvel, é o facto de alguns artesäos näo terem orgulho de si proprios e alguns artistas plàsticos näo reconhecerem que o artesanato é também uma forma de arte, apenas com propositos diferentes da criaçäo plàstica.
Näo é muito simpàtico nem de uma forma gratuita que podemos reduzir a produçäo de um artesäo à uma criaçäo plàtica, nem reduzir a criaçäo plàstica à uma produçâo artesanal.
Ao falarmos dessas duas formas de arte, acho eu que näo devemos superiorizar nem inferiorizar uma em relacçâo à outra.
Das diferenças existentes entre as artes plàsticas e o artesanato, neste momento me ocorre a seguinte: um artisäo produz e um artista (plàstico) cria. Segundo essa visäo, os dois mantém se ligados, pois, o artista plàstico pode se servir da produçäo do artesäo para criar as suas obras.

Tenho que parar por aqui, esse tema é muito delicado, principalmente ai em Moçambique, se é que nâo estou em erro, mas aqui os artesäo se assumem com um orgulho de invejar. Näo se sentem discriminados por isso, por isso é normal ver: "...exposiçäo de pintura artesanal...".

Mas nao devemos nos esquecer que segudo a historia da arte, em especial, antes näo existia artista plàstico, todos eram artesäos.Hoje deviamos é coexistir harmoniasamente.
Näo me sinto bem em discutir esse tema, suscita muitas conotaçöes.
Enfim, acho que se ninguém se deixasse possuir pelo espirito de superioridade essa discussäo näo seria necessària.

Nunca escrevo com a intençäo de ferir sensibilidades.

Foi um praser me tere levado à 2004
Um forte abraço.

Félix Mula.

pio disse...

Jorge e Felix
Voces apoderaram-se do blog... )-:
Gemuce

Anónimo disse...

Jà que ninguém nos quer fazer companhia preferimos brincar à dois. Mas ainda bem que voçê decidiu vir se juntar à no's, bem vindo.
Hà quanto tempo Sr.Gemuce. O Jorge jà me proibiu de o tratar por Senhor, esse tratamento so o mudo com o consentimento de à quem me dirijo. Mas bem no fundo de mim voçês continuaräo Senhores por causa de tudo que jà fizeräo, fazem e acredito que ainda faräo pela nossa arte.

Um forte abraço Mestre.

Félix Mula